segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Oficina de leitura e produção de textos: Produção e organização da estrutura de um texto através do contato com diferentes gêneros orais e escritos.


          
Nayara dos Santos Ramos

1. Apresentação
1.1. Tema: Produção e Organização da Estrutura de um Texto através do Contato com Diferentes Gêneros Orais e Escritos.
1.2. Público Alvo: Discentes da 3ª série do Nível Médio
1.3. Carga Horária: 30 h/a

2. Justificativa
Este trabalho parte da reflexão sobre quanto os alunos que estão terminando o Ensino Médio estão preparados para enfrentar os desafios do futuro, se são ou não capazes de analisar, elaborar, comunicar suas idéias com clareza, tanto oralmente quanto na escrita. Ainda, é importante frisar, se eles estão preparados para continuar aprendendo ao longo da vida. Nesta proposta, procurar-se-á criar condições para que este aluno possa atuar de forma crítica com maior participação na sociedade, sendo leitor ativo, participante, comunicativo, capaz de construir o sentido do texto.
Destarte, este trabalho está voltado para a vivência de situações expressivas de linguagem que encaminhem a concretização desses objetivos. Fundamentado nos princípios do sociointeracionismo, este projeto concebe o conhecimento como algo a ser produzido e (re) construído pelo aluno, considerado protagonista do seu próprio conhecimento, sendo sujeito e não objeto da aprendizagem.
Nessa perspectiva, de acordo com Antunes, o uso da língua oral e escrita, de forma eficaz, é subsídio importante para o aprendizado da língua e da leitura, implicando na construção de significados e atividade de expressão, visto que ambas pressupõe o outro.
A atividade da escrita é, então, uma atividade interativa de expressão, (ex- para fora), de manifestação verbal das idéias, informações, intenções, crenças ou dos sentimentos que queremos partilhar com alguém, para, de algum modo, interagir com ele (Antunes, 2003, p. 45)

     Logo, é necessário que o discente escreva tendo em mente o leitor de sua produção, escrever sem saber para quem se escreve é uma tarefa difícil, que por não estabelecer nenhuma situação comunicativa se torna ineficaz no plano da expressão. Neste caso o discente não saberá o que comunicar e nem poderá adequar o seu texto ao outro.
Por sua vez, o processo de escrita implica a leitura de mundo do educando que além das suas vivências precisa ter acesso a outros conhecimentos e à palavra escrita, esta favorece o desenvolvimento de idéias próprias, conceitos, valores e ainda oferece ao leitor subsídios para refletir sobre o mundo, a condição humana e contribui para aprimorar o conhecimento geral.
“Leitura de mundo. Esta maneira de se usar a palavra leitura reflete a relação com a noção de ideologia, de forma mais ou menos geral e indiferenciada (ORLANDI, 1996, p. 7)”
Por esta conjetura pode-se perceber que para que ocorra o processo de escrita é necessário que o aluno conheça o tema a ser desenvolvido. Como afirma Antunes (2003, p. 45) “Ter o que dizer é, portanto, uma condição prévia para o êxito da atividade de escrever.”
A escola é que possibilita a posse e o domínio da palavra escrita, porém o que tem se notado é que, ao longo dos anos, as escolas e os educadores, por inúmeras razões, não têm conseguido fazer com que os discentes se interessem sinceramente por essas atividades. Dentre essas problemáticas podemos citar a dificuldade que o professor enfrenta ao tentar fazer com que este aluno leia, a falta de recurso didático, uma metodologia apropriada para se aplicar a um número muito grande de alunos em sala de aula, a inadequação da linguagem utilizada na escola, que muitas vezes não faz inferência a realidade do educando. Esses e outros fatores contribuem fortemente para afastar o aluno da leitura e, consequentemente, da escrita, isso porque se o discente não lê será inapto para interpretar e impotente para criticar e problematizar conteúdos em uma produção de texto, ou seja, quanto menos esse aluno conhece mais limitado tende a escrever.
                 Nesse sentido, há uma série de fatos a serem equacionados, trata-se da recuperação ou, na pior das hipóteses, da instauração da língua como principal fator de exteriorização do pensamento e da quebra da idéia de que ler é atividade restrita apenas à escola. Diante de tudo isso, e evidenciando a importância da produção de textos para a terceira série do ensino médio, sentimos a necessidade de lançar um projeto de incentivo à leitura para que estes discentes possam ter êxito em produções textuais com maior coerência e coesão e possam alcançar, além de outros, bons resultados em uma prova de vestibular, caso desejem.
                        Sabemos que a viabilização de uma prática de leitura e produção textual implica em uma perspectiva de ensino/aprendizagem de língua portuguesa que considere o aluno como sujeito ativo do processo levando em conta o contexto social em que este vive. Assim, este projeto está organizado em temas que possibilitem ao aluno entrar em contato com diferentes gêneros. Estes, por sua vez, criam condições para que os alunos produzam e interpretem os mais variados textos orais ou escritos.
                        Os gêneros oferecem aos alunos diferentes idéias para a escrita, favorecem a intertextualidade através da comparação de textos e, ainda, leva o aluno a dominar diferentes níveis de produção. Os textos escolhidos para este trabalho têm como referência o agrupamento de gêneros proposto por Joaquim Dolz e Bernard Schneuwly, para todos os níveis escolares, que aqui serão distribuídos nas etapas que compõem a metodologia.
“[...] o trabalho escolar, no domínio da produção de linguagem, faz-se sobre os gêneros, quer se queira ou não. Eles constituem o instrumento de mediação de toda estratégia de ensino e o material de trabalho, necessário e inesgotável, para o ensino da textualidade.” (DOLZ e SCHNEUWLY, 2004, p. 51).

                        Cada escolha recorreu principalmente aos assuntos que despertam o interesse do aluno e também aos temas transversais propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais –Ética, Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Saúde e Orientação Sexual.
3. Objetivos
3.1. Geral
·                    Contribuir para a melhoria do processo ensino/aprendizagem junto a estudantes da terceira série do Ensino Médio em Paragominas despertando, através dos gêneros, o interesse pela leitura como meio de facilitar a compreensão de mundo e a produção de textos, desenvolvendo formas de pensamento mais elaboradas.

3.2. Específicos
·                    Reconhecer características típicas de uma narrativa de um texto de análise ou opinião e distinguir texto literário de texto não-literário, em função da forma, finalidade e convencionalidade;
·                    Comparar as diferenças de uma mesma “informação” em diferentes gêneros textuais (jornal X televisão X revistas X rádio...);
·                    Relacionar as intenções do autor e as diferenças de sentido conseqüentes do lugar social, bem como identificar diferenças conseguintes da época em que o texto foi produzido;
·                    Identificar na leitura de textos, marcas de dores, interesses políticos, ideológicos, econômicos, contexto histórico, concepções de mundo e outras características, sempre procurando encontrar a intenção do texto;
·                    Possibilitar as melhores condições para a plena participação em uma sociedade letrada.

4. Metodologia
A proposta didática pedagógica deste projeto pretende trabalhar a intertextualidade, possibilitando ao aluno entrar em contato com diferentes gêneros, utilizando métodos que valorizem atividades de leitura, interpretação e a escrita dos mesmos. Inicialmente objetiva-se oferecer embasamento teórico e a contextualização de cada tema, antes de qualquer atividade prática de produção e interpretação levando o discente passo a passo a um encadeamento de idéias no processo de construção de sentido.
Essa oficina deverá trabalhar com os gêneros fábula, lenda, narrativa de aventura, narrativa de enigma, história engraçada, relato de experiência vivida, texto de opinião, texto descritivo, texto explicativo, entrevista, paródia, reportagem e texto dissertativo, englobando os aspectos formais para a produção dos mesmos, leitura de diversos temas atuais e passíveis de críticas como os temas transversais, que deverão ser trabalhados, comentados e discutidos ao longo do projeto.
Feitas as teorizações, serão desenvolvidas atividades para direcionar os passos para o processo de produção textual, ou seja, desenvolver os elementos capazes de compor um texto, através de atividades como a produção de um parágrafo inicial e/ou final para um texto previamente selecionado, criação de um diálogo, execução de atividades de descrição entre outras atividades que estão enumeradas nas etapas a seguir. Em todas as etapas o aluno será levado, a planejar antes de começar a escrever. A primeira versão do texto deverá ser revisada e reformulada até se chegar a um texto definitivo.
A metodologia a ser empregada encontra-se dividida em etapas que compreendem 5 horas aula cada, tendo duração de 45 minutos. Como todo planejamento, este pode sofrer algumas alterações mediante o desenvolvimento dos alunos participantes do projeto, sempre visando às habilidades e as competências inerentes às práticas textuais e os objetivos que pretende se alcançar.

4.1 Procedimentos Metodológicos
Etapa 1 –  5h/a
Assunto: Importância da leitura
Objetivo: Refletir sobre a importância da leitura para as suas vidas, bem como desenvolver atividades de leitura e interpretação de textos interdisciplinares escritos, orais e visuais.
Práticas Pedagógicas:
·         Trabalhar a leitura de vários gêneros (Conto “Um apólogo”, de Machado de Assis; Texto de opinião; Matérias de Revistas “Super interessante”; revista “Atrevida”; Jornais do dia; Jornal “Mundo Jovem”. e o Novo Acordo Ortográfico.
·                    Organizar um “clipping” com artigos de revistas, jornais, sobre profissionais bem sucedidos que enfoque a leitura como fonte de crescimento;
·                    Refletir sobre a mensagem do conto de Machado de Assis;
·                    Trabalhar com leitura coletiva, nesta dinâmica o aluno individualmente folheia revistas, fascículos, jornais e selecionam um texto para ser lido, na lousa se faz   o levantamento dos temas escolhidos e os mais votados serão discutidos ao      longo da semana. Sobre o tema escolhido a turma, troca idéias e toma nota do que considerar mais relevante.
·                    Uma matéria do jornal Mundo Jovem, para ser discutido a cada dia da semana, logo após os alunos distribuídos em trios, devem produzir um texto sobre o assunto, seja ele oral, escrito, em forma de gráfico, desenho, dramatização ou outro, o importante é que as produções não se repitam, e que sejam feitas para os outros alunos. As matérias desta etapa serão: “Mulheres livres da violência e do preconceito”; “Família, escola e suas responsabilidades”; “Qualidade de vida é uma questão de educação”; “Atenção para a nova ortografia”; “Violência sexual, a barbárie nossa de todos os dias”, não necessariamente nesta ordem.
·                    Apresentar e produzir um cartaz em papel 40 com o novo acordo ortográfico, para nortear os alunos nas produções escritas;
Resultado Esperado: Ao final desta etapa espera-se que o aluno consiga: Fazer levantamento de dados; Usar palavras-chave; Organizar pequenos resumos, para se orientar sobre os assuntos trabalhados; Entenda que a escrita é tão importante quanto à oralidade e vice-versa; Compreenda a importância da coesão e da coerência e percebam como se organiza um texto e Conhecer e adequar às regras do novo acordo ortográfico à escrita dos textos.

Etapa 2 – 5h/a
Assunto: Estrutura de um texto; Produção de relatório, carta de reclamação, narrativa de enigma, descrição e paródia; Parágrafo; Gênero entrevista e Pontuação.
Objetivo: Levá-los a reconhecer a importância de editar o texto e reconhecer as características dos gêneros: relatório, carta de reclamação, narrativa de enigma, descrição, paródia.
Práticas pedagógicas:
·                     Analisar a estrutura do texto “Os Barões das Biroscas”, de Hélio Pellegrino, 1982, e o tópico frasal de cada parágrafo bem como os elementos binários que compõe o texto, idéias principais e secundárias e a intenção do texto.
·                    Relatar uma experiência vivida usando as estruturas que um texto deve ter;
·                    Desenvolver estratégias para uma produção criativa através de várias atividades como produzir o último parágrafo de uma carta de reclamação e o primeiro parágrafo de uma narrativa de enigma previamente selecionada.
·                    Descrever uma paisagem, em um pequeno texto, através dos olhos de um homem que acaba de saber que o filho morreu em um assalto, sem mencionar,    o filho, o assalto ou o homem. Depois descrever a mesma paisagem nas mesmas condições, hora e dia, do ponto de vista de um amante feliz, sem mencionar a palavra amor e a palavra amada. Deixar que leiam as produções para que os colegas adivinhem quem é o personagem do texto;
·                    Orientar os alunos na produção de paródias, para apresentação na frente;
·                    As matérias do jornal Mundo Jovem, para as primeiras 4h/a da semana, serão “Em defesa dos rios brasileiros”; “Para reduzir o uso de sacolas plásticas”; “Quem sabe o que é o amor?”; “Cidadania: exercício de democracia”; “A violência está presente na escola”. Cada um dos textos será discutido e contextualizado, no início de cada aula, de acordo com o ponto de vista de cada um. No decorrer das discussões os alunos devem anotar o máximo de informações possíveis sobre cada conteúdo, a fim de que possam escolher sobre qual tema produzir um texto na última aula da etapa. Essa produção será apenas um rascunho que deverá ser analisada por eles e refeita.
·                    Ler e comentar a entrevista “Leitura: quem começa não para mais”, analisar a estrutura do gênero e elaborar uma entrevista ficcional feita para um estúdio de TV. As entrevistas deverão ser apresentadas para os colegas.
Resultados esperados: Ao final desta etapa espera-se que o aluno consiga: Assegurar-se de que o seu texto está adequado para o leitor; Coletar informações e processá-las para construir um texto e Preocupar-se com a escrita das palavras e conscientizar-se sobre a pontuação e paragrafação, como elementos organizadores de um texto.
           

Etapa 3 – 5h/a
Assunto: Características de um conto; Textos jornalísticos e contos; Descrição; Relação entre diferentes textos e uso do dicionário.
Objetivo: Ser capaz de descrever um personagem a partir de hipóteses e reconhecer as características de cada gênero apresentado;
Práticas Pedagógicas:
·                    Dividir a sala em grupos e distribuir contos para que depois possam transmitir para os colegas o que leram através de uma produção oral, logo após trabalhar as características de um conto e deixar que cada grupo escolha e descreva um personagem do conto, descrendo aspectos que não tenha aparecido no texto como infância, parentes, vida, relacionamentos de acordo com a impressão que tiveram sobre a personagem.
·                    Dar continuidade a intertextualidade através   de jornais, poemas, músicas, propagandas que tenham relação entre si e deixar que os alunos percebam as relações que existem em todo texto. Introduzir o assunto de intertextualidade inerências, intenção comunicativa através da seguinte dinâmica: Ditar grupos de palavras, uma por vez, para a classe e deixar que eles escrevam outras que tenham relação com a palavra ditada, por exemplo, PRAIA e os alunos poderão escrever sol, mar, bronzeado, iniciando um processo de intertextualidade que facilitará o entendimento de produções que serão executadas de modo semelhante.
·                    Trabalhar com notícias e reportagens do jornal do dia e de revistas previamente selecionadas e/ou levadas para a oficina pelos alunos; ao fim da etapa produzir um jornal com as notícias e reportagens feitas ao longo da etapa pelos      discentes;
·                    Leitura de contos de Machado de Assis, um para o início de cada hora aula da semana: “O relógio de ouro”, “Na arca três capítulos inéditos dos gênesis”, “A cartomante”, “O enfermeiro”. No último dia da etapa, os alunos deverão produzir contos.
Resultados Esperados: Ao final desta etapa espera-se que o aluno seja capaz de: Executar as atividades prescritas, sem “brancos”; Entender as características de um conto; Recorrer ao dicionário; Produzir um conto e Produzir uma notícia e uma reportagem para o jornal que será feito por eles.

Etapa 4 – 5h/a
Assunto: Poemas; Eu-lírico; Recursos usados nos poemas: rima, repetição de palavras, versos e letras, recursos gráficos característicos do Concretismo; Poemas de Camões, João Cabral, Manuel Bandeira; Criação de diálogos; Textos dissertativos; Abordagem de conteúdos gramaticais que representem os problemas mais recorrentes nas produções feitas até aqui;
Objetivo: Analisar as imagens poéticas e reconhecer os recursos usados na construção dos versos e ser capaz de analisar e entender as características de um texto dissertativo.
Práticas Pedagógicas:
·                    Analisar as imagens poéticas e reconhecer os recursos usados na construção dos versos dos poemas “O amor é fogo que arde sem se ver”; “Tecendo a manhã” e “Satélite”
·                    Dar continuidade a construção das etapas de uma narração fazendo com que os alunos criem vários diálogos entre dois interlocutores em várias situações diferentes;
·                    Produzir um miniconto contando em seis palavras a própria vida;
·                    Ler e produzir poemas para expor no mural da escola;
·                    Selecionar, dentre os textos produzidos, os problemas gramaticais mais decorrentes, e abordar um de cada vez: ortografia, coesão textual, redundância.
·                    Fazer a leitura e análise de quatro redações de vestibular previamente selecionadas, e levar os alunos a perceberem a estrutura dos textos;
·                    Escrever na lousa 10 temas de Redações do vestibular 2009, e levantar hipóteses sobre qual a melhor abordagem para se trabalhar com cada um deles, pedir que os alunos tomem notas das observações e questionamentos feitos. Essa é uma das maneiras de levar o aluno a entender como organizar um roteiro antes de produzir uma dissertação.
Resultados Esperados: Ao final desta etapa espera-se que o aluno seja capaz de: Sintetizar idéias; Entender como funciona a produção dissertativa; Criar diálogos coerentes e Produzir poemas.



Etapa 5 – 5h/a
Assunto: Figuras de linguagem; Vícios de linguagem; Modelos de esquema; Qualidades básicas de uma produção textual e texto dissertativo.
Objetivo: Entender o uso das figuras de linguagem e montar esquemas com idéias para uma dissertação;
Práticas Pedagógicas:
·                    Trabalhar com figuras de linguagem em produções de frases e pequenos textos, exemplificando a presença das mesmas, também, na oralidade.
·                    Montar esquemas para as propostas de redações analisadas na etapa anterior, através das anotações feitas. Esses esquemas norteiam o trabalho com as produções, e direcionam o aluno para a produção do seu próprio plano ou roteiro de idéias, de maneira que este possa vir ajudá-lo a entender o processo de produção e evitar a falta de idéias.
·                    Elaborar parágrafos de introdução, sobre os temas discutidos;
·                    Explorar as características de uma boa produção textual como clareza, concisão, originalidade, elegância entre outros aspectos que deverão ser trabalhados ao longo desta etapa;

Resultados Esperados: Ao final desta etapa espera-se que o aluno seja capaz de: Produzir esquemas de idéias para produções de texto; Redigir parágrafos dissertativos de introdução; Pesquisar sobre cada tema a ser trabalhado nas produções; Entender o uso das figuras de linguagem; Perceber os vícios de linguagem em um texto bem como ser capaz de inserir em sua produção o que aprendeu.

Etapa 6 – 5h/a
Assunto: Produção de textos dissertativos
Objetivo: Redigir dissertações em composição com a estrutura apresentada e propiciar situações de revisão;
Práticas Pedagógicas:
·                    Levar os alunos a escolher entre os temas, já comentados, aquele que desejem dar continuidade. As introduções já construídas por eles, na etapa anterior, deverão auxiliar a produção. A quantidade de produções dependerá da evolução        e das dificuldades da turma;
·                    Propor a classe questões para serem analisadas em seus textos: “Quais palavras se repetem?”; “Que aspectos foram salientados para chamar a atenção do leitor?”; “O título dado desperta o interesse?”; “Foi usado parágrafos, letras maiúsculas, pontuação?”; “Os verbos estão conjugados de acordo com a pessoa?” Entre outras questões direcionadas para a revisão e reescrita dos textos;
·                    Deixar que os alunos reescrevam e melhorem seus textos a partir de percepções próprias, sugerir que nesta etapa além de corrigir os problemas incluam idéias novas que possam vir a lhes ocorrer, só depois os textos serão encaminhados a correção.
·                    Após a correção sugerir que reescrevam as redações, corrigindo os problemas apontados, aumentando-as em idéias novas e enriquecendo-as em detalhes que possam vir a lhes ocorrer.
·                    Promover a organização e exposição de um portfólio individual com todas as produções feitas desde a primeira etapa para que os alunos possam analisar e observar seu próprio desenvolvimento, deixar que eles avaliem oralmente o caminho que percorreram.
Resultados Esperados: Ao final desta etapa espera-se que o aluno seja capaz de: Aplicar diferentes estratégias para a escrita e reescrita de textos: seleção, antecipação e verificação; Aplicar os conhecimentos sobre estrutura e qualidade de uma produção; Prestar atenção à concordância, pontuação, paragrafação, vícios de linguagem           e outros aspectos gramaticais e aplicar os conhecimentos gramaticais na organização e no desenvolvimento das   idéias;

5. Material Didático
·                    Apostilas com os textos a serem trabalhados;
·                    Revistas e jornais;
·                    Dicionários;
·                    Televisão;
·                    Resma de papel A4;
·                    Folhas pautadas;
·                    Giz ou pincel para quadro;
·                    Papel 40 quilos ou Papel Madeira;
·                    Pincel Atômico;
·                    Folhas de Papel Cartão de várias cores;
·                    Barbante;
·                    Cola;
·                    Fita adesiva larga;
6. Bibliografia a ser trabalhada
           
A DINÂMICA da redação criativa. Revista língua portuguesa, São Paulo: v. 3, n.42, p.28-33, abr. 2009.
ASSIS, Machado.Obra completa, vol II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
FIORIN, José Luiz, SAVIOLI, Francisco Platão. Lições de Texto: leitura e redação. São Paulo: Ática,  2004.
______ . Para entender o texto, leitura e redação.São Paulo: Ática, 2005.
KAYSER, Arno. Em defesa dos rios brasileiros. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, v. 47, n.393, p.17, fev.2009.
LEDUR, Paulo Flávio. Atenção para a nova ortografia. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, v. 47, n.393, p.5, fev.2009.
MAIA, João Domingues. Literatura: textos & técnicas. São Paulo: Ática, 2004
MATTOS, Paulo Henrique Costa.Violência sexual, a barbárie nossa de todos os dias. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, v. 46, n.390, p.19, set. 2008
MORICONI, Italo (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
OLIVEIRA, Carla M. C. Para reduzir o uso de sacolas plásticas. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, v. 46, n.387, p.15, jun. 2008.
PESSOA, Fernando. Obra Poética. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986.
SANTO, Joana Maria Rodrigues Di .Família, escola e suas responsabilidades. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, v. 46, n.384, p.14, mar. 2008.
SANTOS, Alline Silva. Mulheres livres da violência e do preconceito. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, v. 47, n.394, p.8, mar.2009.
SILVA, Michele R. GUARESCHI, Pedrinho. A violência está presente na escola. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, v. 46, n.387, p.16, jun. 2008.
SOUSA, José Roberto, PINEL, Letícia M. Qualidade de vida é uma questão de educação. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, v. 47, n.393, p.8, fev.2009.
SOUZA, Maicelma M. Quem sabe o que é o amor?Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, v. 46, n.387, p.3, jun. 2008.
SOUZA, Rui Antônio de. Cidadania: exercício de democracia. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, v. 47, n.393, p.21, fev.2009.

7. Avaliação
A avaliação tem como objetivo tornar a aprendizagem mais efetiva, pois além de melhorar a aprendizagem e o ensino, ela também facilita o diagnóstico da aprendizagem individual de cada aluno. A avaliação não deve ser vista como um controle ou como uma maneira de obstar o aluno, mas como uma possibilidade de crescimento, através de uma avaliação que objetive levar o educando a ultrapassar seus próprios limites.
São muitas as maneiras de avaliar um aluno entre estas, estão a avaliação formativa que é aquela que ocorre no centro da ação na qual as intervenções se dão em tempo real, a avaliação prognóstica, que precede a ação e a avaliação cumulativa que é aquela que ocorre depois da ação.
A avaliação adotada por este projeto é a avaliação formativa ou processual, esta será feita durante o processo de aprendizagem para verificar se o trabalho está sendo produtivo e se os alunos estão, de fato, aprendendo com as situações didáticas propostas. Nesta avaliação tanto o aluno quanto o professor são atores do processo, pois enquanto o primeiro toma consciência de suas dificuldades e tenta superá-las, o segundo se mantém ciente sobre a eficiência de seu trabalho e método pedagógico, podendo a qualquer momento se adequar ao processo ensino/aprendizagem, como afirma Antunes (2003, p. 160): “a avaliação, em função mesmo de sua finalidade, deve acontecer em cada dia do período letivo, pois a aprendizagem, está acontecendo todo dia”.
Também adotaremos a avaliação cumulativa, que deverá ser feita através de planilhas, com os critérios de observação pretendidos a cada atividade e através dos conceitos: AO – atingiu os objetivos; APO – atingiu parcialmente os objetivos; NA – não atingiu os objetivos. O aluno terá livre acesso a planilha de avaliação, para que possa refletir sobre suas práticas e se reorientar sempre que lhe parecer oportuno.

“[...] neste trabalho de avaliação, o professor deve valorizar, deve estimular cada tentativa, cada conquista do aluno, favorecendo, em todo momento, a formação de uma auto-estima elevada, responsável, agora e sempre, pela disposição de tentar falar e escrever, mesmo sob o risco da incompletude e da imperfeição” (ANTUNES, 2003, p. 160)
           
            Sempre que a avaliação demonstre que a aprendizagem não ocorreu, é responsabilidade de o professor intervir no processo, e modificá-lo até que seus objetivos sejam alcançados.
            Como um observador privilegiado, o professor tem condições para avaliar todas as atividades e intervir sempre que necessário. Nossa prática avaliativa pretende antes de qualquer coisa respeitar o que o aluno escreveu, respeitando suas idéias e levando-o a interatuar com a linguagem. Nesta perspectiva os possíveis problemas de coesão, coerência serão corrigidos e farão parte das avaliações, porém estes não serão os únicos aspectos relevantes, porque o que pretendemos é além de desenvolver a produção de textos, valorizar a expressão oral e neste ponto cabe saber qual o ponto de vista do aluno, o que ele quis dizer com as suas produções, quais foram as suas intenções.
            Essa é a avaliação que dará suporte para sustentar as possíveis intervenções e servirá para implementar atividades que possibilitem as condições para a participação desse discente em uma sociedade letrada.

9. Referências
ANTUNES, Irandé. Aula de Português Encontro & Interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental – língua portuguesa. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.
ORLANDI, Eni Pulcinelli Orlandi. Discurso e leitura. São Paulo: Cortez, 1996
SANT’ANA, Ilza Martins.  Por que avaliar? Como avaliar? Critérios e instrumentos. Rio de Janeiro: Vozes, 1995.
KOCH, Ingedore Villaça, TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Repensando a língua portuguesa, A coerência textual. São Paulo: Contexto, 1998.

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